sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Cartão debitado 2
Quando compro nas grandes superfícies e pago, a funcionária na caixa, no fim, puxa por uma tira de papel de metro, como se estivesse a pescar à linha, conta impressa, mais os descontos - tem sempre! - mais a morada, o número do fisco, a promoção do dia e do mês que vem, que tamanho calço, os dois bolo-rei que comi em 15 dias e por aí fora! Dobram-me aquilo muito bem dobradinho, aí um cento de vezes e entregam-mo, o papel! Algumas funcionárias, as marotecas entradotas, com um papel de metro, deixam-me meio centímetro para eu o recolher. Claro está que há toque. Só pode! Há faísca! Electricidade estática penso eu! Hoje voltou a acontecer mas na caixa, estava um rapazinho, barbudinho à filho-natal, de mãos papudinhas. O maroteco quis tocar! Eu recebi o lençol de papel e dei de frosques. O papelucho esvoaçou qual grinalda de noiva fujona, princesa arrependida correndo a caminho do casebre, morada do apaixonado camponês-que-não-toma-banho, - nem corta as unhas! - guardador de algumas ovelhas catitas, dois porcos pretos e cinco patos-mudos. Mas, porque raio trouxe eu a conta se quase tudo o que lá constava eram vegetais? O médico só me mandou comer vegetais! Muitos vegetais! Nada de carne!
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