TAP! A minha experiência com esta companhia que não voa - por enquanto! -
é fraca. Começou quando tinha dez anos. Eu e o meu irmão Paulo fomos
enfiados num avião e enviados para a metrópole que em Moçambique já
cheirava a guerra perto de casa! Havia que salvar(?) as crias! Chegados a
Lisboa, não havia ninguém para nos recolher! Andamos por ali,
abandonados, com uma espécie de coleira, com nome e tudo e, quantos
minutos horas, não sei! O meu irmão descobriu a escada rolante e subia
e descia até que alguém desligou aquilo. Eu tinha dificuldades em
controlar um puto com 7 anos. Já farto de tanto esperar, agarrei-lhe na
mão e abala porta fora! - Olááááááá...Maritoooooo!!!! - Era assim que
me chamavam! Era a tia Cândida, sorridente à espera dos africanitos! Era
assim que nos chamavam! Siga de imediato para Lagos, Algarve! Ah! A
Metrópole é isto? Parece África! Muito fixe! Aparte a porrada com o
primo Nelquim, acabado de conhecer, tudo correu bem. Sei que acordei, um
dia, já no Porto! Varreu-se-me tudo o resto!
A vidinha continuou e
um dia deu-me para emigrar e lá fui eu. Não fui na TAP! Eu, cheio de
finuras, fui de Air France! Tirando a aventura de criança, nunca usei a
TAP e também vos digo; não vai ser agora! Agora que estão com projectos
para eliminar as apetitosas refeições intragavéis... Nunca percebi muito
bem aquelas refeições; ora dão prisão de ventre, ora dão caganeira!
Bem...agora vai ser tudo a pagantes! Obrigado gestores de caca! Cá
recebi, não era pressa! Espero que nunca deixem de servir, mines,
minuins e tramoços, porque as iscas de fígado de cebolada, hão-de
marchar mas num tasco, em terra!
Para terminar e com conhecimento de
mesmo muitas horas montado em asas de outras bandeiras, borrifo-me!
Comássim, eu posso desenhar bandeiras, em qualquer aeronave, com pagodes
em vez de castelos e se quiserem pinta-se também um bacalhau seco
escarrapachado lá no meiinho da esfera armilar!
Terminando, não me venham ao...bolso, outra vez! Porra!
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