terça-feira, 13 de agosto de 2024

LEITÃO VOADOR E O CICLISTA AMADOR!

O LEITÃO VOADOR!

O Iuri Leitão (e Rui Oliveira) é campeão Olímpico numas provas de ciclismo de que não pesco nada! Ora vão a passo de caracol ou desatam a pedalar como doidos! Não percebo nadinha daquilo. Gosto de ciclismo e aquele género dentro de um barracão, para mim, era cereja no topo do bolo! Ali dentro pedalaria à vontade sem ter carros a passar-me razias.
Era chavalo quando me deu na telha pedalar desde a Maia até à terra dos meus antepassados minhotos; Cavez! "'Tás doido ou quê?" - era o comentário que recebia! Talvez estivesse! Sem treino nenhum, lá fui eu! Tinha 17 anos de idade! Saí cedinho e, na minha pasteleira de ferro, com pinta de bicla-de-corrida, amandei-me à conquista dos 100kms, mais coisa, menos coisa! Tudo rodou calmo até Fafe. Em Fafe começou o martírio. À minha frente estavam nove quilómetros de subida até ao lugar de Lameira! Por ali acima, parei várias vezes! Já me doía o corpinho todo! Depois, apareceu-me à frente a descida que tanto esperava. Oito quilómetros a descer até Arco de Baúlhe! Que maravilha! E lá fui eu lampeirão, de ventinho na poupa - sim, tinha bués de cabelo e não havia cá capacetes qual quê! - em direcção à fonte da Gandarela! Bebi litros de água gélida! O meu pai, que nunca acreditou na façanha, esperava-me lá, na carrinha Morris Sherpa! "Vá lá; põe a bicicleta na carrinha!" - disse-me! O quê? Nem pensar! Agora era outros tantos quilómetros de distância mas... ó baixo! Nem pensar! Ia até Cavez! Cheguei a Cavez à uma hora da tarde! Estavam todos à minha espera. Caminhava à cowboy, de pernas arcadas, tais eram as dores no traseiro! Esqueci o ciclismo por uns tempos mas não desisti. Eram famosas as correrias entre quatro ou cinco marmanjos ciclistas, da Maia em direcção à praia do Cabo do Mundo ou, quando ainda havia forças nas pernas, a escolha recaía na Praia Azul.
Ainda fiz mais uma vez o trajecto Maia/Cavez. Fui acompanhado pelo meu irmão mais novo, rapazinho com mais arcabouço! Chegou primeiro! Ainda cheguei a comprar uma bicla de estrada, melhorzinha, mais leve mas, o tesão pelo ciclismo já não era tão acentuado. Talvez volte a comprar outra pasteleira e vá pedalar por aí, sem equipamento xpto, com a maior das calmas apreciar a paisagem, sem correrias! Está prometido a mim mesmo, o trajecto Arco de Baúlhe/Amarante pela EcoPista onde antes foi um caminho ferroviário. Talvez!

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