Ana tocava
violino. Não, Ana aprendia a tocar violino. Um dia, numa mesa da cantina da escola, circundando um baralho de
cartas, eu e mais três, Ana espirrou e escarrapachou uma broncorreia pertinho
do ás de espadas espreguiçado no tampo da mesa. Encristada, Ana armou o seu dedinho indicador anafado, formou um gancho,
afastou a gosma e sacudiu-a para longe dos esbugalhados presentes. A escarreta
estatelava-se agora em segunda mão, na tampa da caixa de pelica do seu
desafinado violino. Três gajos ficaram com ar de vou gumitar já o eclair! Como eu odiava esta coisa de cordas! Isto e os sapatinhos
de penduricalhos do João que, esses sim, bem mereciam tal adorno viscoso.
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