EUA/Israel ou as Mil e Uma Maneiras de Cometer Genocídio
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A forma mais desprezível de genocídio veio recentemente a lume com a disseminação de uma droga chamada oxicodona entre a população. Segundo consta, Israel tem estado a contrabandeá-la através de sacos de farinha fornecidos como ajuda.
Mas o problema desta droga é que actua em receptores específicos do sistema nervoso, provocando uma dependência grave, uma diminuição do ritmo cardíaco, uma diminuição da percepção e da consciência e uma perigosa depressão respiratória.
Os seus efeitos secundários são numerosos e podem transformar uma pessoa numa coisa irreconhecível – uma casca do que era.
Foi também revelado que a droga não só está escondida dentro de sacos de farinha, como a própria farinha parece estar misturada com ela.
A nossa batalha contra eles não é apenas uma batalha de armas, mas também uma batalha de percepção e consciência. Eles são mestres em entorpecer a nossa mente, distorcer a nossa percepção e usar todos os meios possíveis para apagar a nossa consciência colectiva e virar-nos uns contra os outros.
Para aqueles que perguntam sobre a fonte, é o Comité Antidroga em Gaza.
Muitos cidadãos encontraram estas drogas, e eu vi-as com os meus próprios olhos nos sacos de farinha.
Há também um médico chamado Khalil Abu Nada que escreveu um relatório completo sobre esta questão.
Por outro lado, há centenas de doentes psiquiátricos que sofrem de esquizofrenia, depressão, perturbação bipolar, perturbações do desenvolvimento neurológico e epilepsia, cujos medicamentos se esgotaram completamente em Gaza. Israel está a impedir a entrada de qualquer um destes medicamentos. As suas condições estão a deteriorar-se histericamente a cada dia que passa. Muitos deles desapareceram e ninguém sabe para onde foram, enquanto outros morreram. Não consigo imaginar a dimensão do seu sofrimento.
Omar Hamad
(Farmacêutico, escritor e alfaiate de Gaza. Uma testemunha do Genocídio).
27.Junho.2025
(Tradução de Isabel Conde in Facebook aos 30.6.2025)

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