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O sionismo não é um poder autónomo.
Se pensam que os EUA são um fantoche de Israel, não compreenderam a arquitectura do poder. Eles não se servem um ao outro por acaso. Servem-se mutuamente numa dialética de domínio.
O Ocidente não perdeu o controlo para o sionismo. Escolheu o sionismo - porque falava a mesma língua:
A conquista como destino. A supremacia como virtude. A violência como ordem.
O sionismo não foi uma anomalia. Era o próprio ADN colonial do Ocidente, reacondicionado num novo guião.
Londres foi a parteira. Washington financiou-o. A Europa santificou-o.
Porquê?
Porque o sionismo não foi imposto ao Ocidente. O Ocidente reconheceu-se no sionismo e entregou-lhe a tocha.
Sony Thang
(Nascido no Vietname, cresceu na Europa, vive na Ásia)
5.Junho.2025
(Tradução de Isabel Conde)

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