Se a memória não me falha, Luís Montenegro, antes de pedir que o deixassem trabalhar, já tinha achado na gestora do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte que pedira a demissão porque o cargo exigia mais do que era capaz, as qualidades para a complexa máquina da Saúde.
Se a memória não me falha, o Luís, herdou o Governo depois de sucessivas dissoluções da AR em que Marcelo insistiu até o entregar aos seus, aos que votaram contra a criação do SNS. Marcelo, então incendiário, é agora o bombeiro servil do Luís.
Se a memória não me falha, o Luís foi defensor na AR, como líder parlamentar, da fúria das privatizações de Passos Coelho. Era previsível que o seu programa de governo fosse de acordo com o desejo de ser o executor testamentário das suas vontades.
Se a memória não me falha, o Luís descobriu nesta ministra a reencarnação da pessoa ideal para o cargo, como o mesmo faro com que os Lamas descobrem a reencarnação do Dalai Lama, no Tibete.
Se a memória não me falha, disse-o desde o primeiro momento, a esta ministra não lhe falta competência para o que quer o Luís. O problema é para o País.
Se a memória não me falha assisti ontem à mais pungente e assustadora prova da sua capacidade de destruição do SNS. À ferocidade com que substituiu toda a gente que não era do PSD, porque um governante tinha o direito a escolher pessoas da sua confiança, não sabe agora justificar a demissão do diretor clínico de Santa Maria. Foi o presidente do conselho de administração que lha propôs, os motivos terão de perguntar-lhe, a ele.
Se a memória não me falha, devo a Eça a propensão para o sarcasmo e o que ele disse de um governo vou agora usá-lo para esta mulher: esta ministra não cai porque não é um edifício, há de sair com benzina porque é uma nódoa.
Encomendem benzina para o Luís.
CARLOS ESPERANÇA in Facebook aos 10.7.2025

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