sábado, 21 de março de 2026

Histórias de um emigrante 6

 CHUCK! CHUCK NORRIS!

Fui em tempos idos um gajo fanático por cinema. Já a viver em Toronto, cheguei a ir todos os dias ao cinema. Saía do trabalho, cansado, depois de oito horas de labuta na construção, corria para casa e ala que se faz tarde, para o cinema! Por aqueles lados do Atântico as estreias eram constantes. Muitos dos filmes eram para consumo interno seja nos EUA ou Canadá. Alguns desses filmes, se algum dia viessem para a Europa, eram falhanços épicos de bilheteira! Comédias fraquinhas do Adam Sandler e o seu grupinho de judeus(sim tudo judeus!), de gargalhada de cenas parvinhas era mato! Eu via toda a trampa! Aliás, via tudo!
Quando comecei a ler nos jornais que equipa de filmagem X e Y iam estar em local tal e tal, acreditem, faltava ao trabalho! Foi assim que assisti a muitas filmagens e conheci vedetas do cinema americano! Depois de ver um filme canadiano, reconheci uma das actrizes; era minha vizinha da porta ao lado em Kensington Market, hoje, um bairro de malta alternativa, artistas, músicos, etc etc! Foi divertido ter vivido neste bairro, paredes meias com a Chinatown e o bairro português da Augusta Street e a Nassau!
Nomes de grandes actores americanos com quem interagi e alguns deles no princípio de carreira foram; Matt Dillon, Bette Midler,(divertida o raio da mulher!), o doido do John Goodman(era ele mesmo quem ia cumprimentar o pessoal que estava a assistir às filmagens e até Robert de Niro a Jane Fonda, vistos ao longe porque isto era gente de outro gabarito, enfim, foi divertido! Perdi a hipóteses de conhecer ao vivo e a cores o meu, para sempre, actor favorito; Marlon Brando! Filmava em Scarborough, a 30 km de Toronto, com Matthew Broderick o filme "Caloiro da Mafia"! (Creio que era este o nome em português.). Desta vez, não podia faltar ao trabalho! Noblesse oblige!
Depois destas minhas pequenas aventuras pelo mundo das filmagens, só podia ter um sonho; ir até Hollywood! E fui, em pleno Dezembro. Numa semana gastei uma pequena fortuna. Aluguei carro e cirandei. Fui até a Disney World, na altura julgo que era o único parque no Planeta! Estava apinhado de gente. Dei meia volta. Fui até a Paramount. Tinham por lá um parque de diversões incríveis. Quase passei a mão pelo pêlo de "o Tubarão", lá estava a casa, no alto, do fime "Psicho", a cidade de cowboys e a respectiva pancadaria, os cenários anos 40 dos filmes dos mafiosos, e sei lá que mais. Que pena não haver smartphones para sacar uma fotos. Estava eu sentado na "secção" das cenas de astronautas e afins quando o speaker diz em voz alta que tinha acabado de entrar Chuck Norris e os seus dois filho! Ouviu-se um bruá e pouco vi dele! No pavilhão da Viacom estavam interditas a visitas, Perguntei porquê. Michael Jackson estava a filmar, foi a resposta!
A minha visita a Los Angeles, Hollywood e Burbank tinham chegado ao fim. Quando voltei a Toronto, fiz as contas e vi que tinha gasto cerca de dois mil dólares em... 1988!
Foi do caraças para pagar aquela conta do meu cartão de crédito. Acho que a minha "tesura", nunca mais recuperou desde aquele tempo! Mas pronto, "matei" este sonho e dei pasto aos olhos!

quinta-feira, 5 de março de 2026

VIRIATO SOROMENHO MARQUES







Ainda há pessoas respeitáveis, lúcidas, honestas e imparciais. Enquanto assim for, nada está perdido, diz Pedro Gamboa, de Viriato Soromenho Marques, que fala assim da sociedade iraniana;

(...)
A sociedade iraniana é muito complexa e sofisticada. O grau de instrução da população, incluindo a feminina, é muito elevado. A relação com o Ocidente, apesar de todos os motivos de queixa, está longe de ser hostil, como qualquer turista europeu disso tem experiência como turista. Estudos de opinião revelam que até os Estados Unidos são mais populares no Irão do que, por exemplo, em França. Os autores ocidentais, modernos e clássicos, são apreciados. A cinematografia iraniana é uma das melhores do mundo. (...)
Num país onde 17% da população com 25 anos ou mais já tem pelo menos uma licenciatura — ou equivalente — e onde há mais de 3,2 milhões de estudantes universitários, reduzir o Irão a um retrato de atraso é, no mínimo, “preguiçoso”? (...)
Sim. A sua capacidade tecnocientífica faz inveja à maioria dos países europeus. Em 2024, um estudo do Australian Strategic Policy Institute indicava que o Irão estava entre os primeiros cinco países mais avançados em oito tecnologias, de entre as 64 mais críticas na atualidade. É uma sociedade que coabita com o regime, sem lhe dar nem particular simpatia, nem um apoio incondicional. Contudo, julgo que Washington e Telavive nunca podem ser “padrinhos democráticos” de um povo que querem lançar no caos e na miséria, como têm feito por todo o Médio Oriente.(....)
E, já agora, deixo uma palavra final para expressar a minha profunda tristeza pelo colapso político, para não dizer ético, da União Europeia. Tenho desgosto em dizê-lo, mas parece que somos governados por vultos e sombras, quase indistintos entre si, tal a ausência de pensamento, para já não falar de carácter, que campeia. Esses vultos, em vez de condenarem o ataque, juntam-se aos lobos.
Contudo, essas sombras não produzem os poderosos uivos de predador, mas sim latidos suaves de obediência e submissão ao chefe da alcateia.
(...)
Viriato Soromenho Marques, (excertos de entrevista a Tiago Palma)

MUITO MAIS QUE O SIONISMO!


"SE TRUMP NÃO ATACASSE O IRÃO, CAIRIA…

Por que Trump obedece às ordens de Israel? Porque simplesmente Israel pode acabar com a carreira de Trump em um único dia, se soltar o que tem nos arquivos Epstein. Não só Trump, mas quase todos deputado, senadores, governadores, sejam republicanos ou democratas. A grande maioria deles seguem amarrados na coleira da rede de chantagem sionista.
Epstein era um ativo do Mossad, o serviço secreto de Israel. O que é um ativo? É alguém que coleta e transmite informações, operando numa rede maior de espionagem, chantagem, compra e venda de influência. Epstein era apenas umas das aranhas numa imensa teia de captura de moscas.
Como Epstein agia? Aplicando a tática conhecida como "honey trap". Essa armadilha de mel nada mais é do garantir a realização dos fetiches sexuais de quem se pretende coagir. Por exemplo, se o fetiche de um político, bilionário ou artista é fazer orgia com crianças e depois comer suas carnes (como tudo indica que andou acontecendo), Epstein realizava sem pudor.
Realizava! Mas filmava, fotografava e registrava tudo. Depois era só deixar com que os lobistas sionistas fizessem o resto.
Ou seja, se a mosca capturada obedecer, vai poder eternamente realizar suas fantasias macabras no sigilo da ilha, do Lolita express ou de alguma das mansões. Vai ter financiamento de campanha e apoio jurídico para fazer suas maracutaias.
Mas... Se na hora que tiver que tiver que votar envio de armas a Israel não o fizer, começa a conta gotas da exposição pública. Se criticar Israel publicamente, a morte política acontece com a divulgação dos registros. Se o arquivo tiver informações demais, por que não a morte física?
Alguns dizem que Epstein está vivo e morando em Israel. Impossível não é, porque eles são bem capazes de fazer isso para esnobarem da cara de quem acredita que não podem. Mas também, queimar Epstein como arquivo não faz diferença alguma porque eles têm muitos outros Epsteins agindo da mesma forma ou de outra maneira para cooptar moscas na grande teia.
Mas e Trump? Ora, Trump sempre foi um ególatra, que achava que seu dinheiro comprava tudo. Assim, ele teve suas taras pedófilas e homoafetivas saciadas por Epstein. Assim, ele se tornou uma mosca. A fidelidade de Trump a Israel não é por ideologia ou por convicção, é por chantagem. Nessa chantagem, Trump obedece e o American First, MAGA e todas essas bobagens de patriotada não passam de propaganda para contadores de hino pra pneu no norte.
No fundo é Israel First. Não porque gostam de Israel, mas pelo egocentrismo deles, que sabem que só Israel pode entronizar ou derrubar qualquer uma das suas moscas. Essa é a realidade da República Plotucrática do Sionistão, vulgo Estados Unidos da América."

Texto do professor Thomas de Toledo



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

OS OLHOS CERRADOS DA HIPOCRISIA



Imaginem o que seria alguém que vive no Donbass ver qualquer um dos nossos telejornais e descobrir que a guerra que vivem há quase 12 anos começou afinal apenas há quatro anos. Isto tem duas razões. A primeira é que quando o novo regime ucraniano lançou uma intervenção contra as forças separatistas no Donbass, em 2014, não lhe quis chamar guerra. Chamava-lhe Operação Anti-terrorista. A segunda é que para a esmagadora maioria dos meios ocidentais as únicas vidas que importam são as dos que vivem do lado de cá da linha da frente. Daí não haver nenhum repórter português, nem qualquer referência, neste dia, ao que se passa do outro lado. Até 2022, quando as bombas caíam apenas sobre a população do Donbass, independentemente da zona, era uma guerra que pouco importava. Com as devidas diferenças, como aconteceu com o 7 de Outubro na Palestina, tenta-se apagar qualquer contexto histórico e fingir que para trás não houve nada.


Bruno Carvalho (jornalista) in Facebook aos 24.02.2026



4 ANOS


 
4 anos de Operação Militar Especial

4 anos depois, continua a ser aflitiva a forma como a UE sanciona os cidadãos dos Estados-Membros, restringindo-lhes direitos fundamentais, vedando-lhes o acesso à informação que permite conhecer "o outro lado".
A Rússia está a desencadear uma intervenção necessária à sua sobrevivência e à protecção da russofonia.
A essência, a necessidade e proporcionalidade continuam tão actuais como eram há 4 anos.
A UE deixou-se levar como dano colateral e caiu na armadilha financeira da qual não consegue sair e na da repressão às pessoas que habitam o próprio espaço comunitário.
O empobrecimento da UE é factual. A sua divisão, também. O desarmamento da NATO é inegável.
A Rússia, por sua vez, segue vitoriosa e a desafiar todas as regras da lógica dos "especialistas" ocidentais.
Se tiverem de ser mais 4 anos, a Rússia cá estará.
E o Ocidente?

Alexandre Guerreiro in Facebook aos 24.02.2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

ESPIÕES - A MENTIRA COM PERNA CURTA



"A Polícia Judiciária usou um ladrão como isco para tentar incriminar diplomatas russos em Portugal por um furto com o qual estes não têm nada a ver.


Correu mal à PJ, porque a Rússia não teve nada a ver com a situação.

Se houvesse vergonha e decência neste país, o Director Nacional da PJ já se tinha demitido e o Governo emitido um pedido de desculpas a Moscovo."

Alexandre Guerreiro in Facebook aos 20.02.2026



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

CHORAM AS PEDRAS DA CALÇADA!

A tanga sionista para fazer chorar as pedras da calçada!


Larry Silverstein, judeu, que detinha o contrato de arrendamento (leia-se dono!) das Torres Gémeas, tinha o hábito de chegar cedo ao seu escritório na Torre Norte quase todos os dias.
Mas, a 11 de setembro de 2001, não seguiu a sua rotina habitual. Incentivado pela mulher a não faltar, compareceu nessa manhã a uma consulta com o dermatologista — uma decisão que provavelmente lhe salvou a vida. Mais tarde, nesse dia, aviões sequestrados atingiram as torres num dos ataques mais mortíferos da história. Silverstein tinha finalizado o contrato de arrendamento dos edifícios apenas algumas semanas antes, em julho de 2001. Por vezes, as mais pequenas escolhas deixam a maior marca da história.

UCRÂNIA NAZI!

Pois pois! Depois são os russos os maus que destroem os seus próprios pipelines! Tanta hipocrisia senhores...

Então os EUA sabiam que a Ucrânia iria destruir o Nord Stream três meses antes do ataque? Porque é que os nossos políticos e os seus porta-vozes nos meios de comunicação social insistiram que a Rússia estava por detrás do ataque? Porque é que a NATO utilizou o ataque para justificar a militarização do Mar Báltico e a escalada da guerra por procuração na Ucrânia? Será isto uma admissão de que os nossos governos são belicistas desonestos que manipulam a própria opinião pública? Além disso, parece altamente improvável que os EUA não tenham participado neste ataque e que tenham sido incapazes de o impedir.

Glenn Diesen in Facebook aos 20.2.2026

ZELENSKY AO SERVIÇO DOS SIONISTAS NAZIS!





Durante anos, Zelenskyy foi aclamado como um herói. Para alguns, ainda o é. Agora foi desmascarado.

Eis a história da Ucrânia e de Volodomyr Zelenskyy que não ouvirá dos media.

Zelenskyy nunca teve as cartas na mão. Não é um líder corajoso a dar cartas. É um homem desesperado, agarrado ao poder num regime em colapso — sustentado pelo dinheiro, armas e propaganda ocidentais. E com a Ucrânia a perder a guerra das relações públicas e a guerra real, ele está em pânico.

A Ucrânia não foi um actor independente nesta guerra. Os verdadeiros detentores do poder estão em Washington, Bruxelas e Londres, a jogar os seus jogos geopolíticos.
Esta guerra foi engendrada para enfraquecer a Rússia. Para entender isto, é preciso compreender a história que nunca nos foi contada.
A Ucrânia e a Rússia estão ligadas há mais de 1.000 anos. Kiev, a capital da Ucrânia, que já foi o coração da Rus de Kiev — o primeiro grande Estado eslavo — lançou as bases para a própria Rússia. O próprio nome da Ucrânia significa "terra fronteiriça" — ou seja, a terra fronteiriça da Rússia!
Durante séculos, foi parte integrante do Império Russo, e não uma nação "oprimida". Mesmo durante a era soviética, a Ucrânia não foi ocupada — era central para a URSS. Até o líder soviético Nikita Khrushchev era ucraniano.

Quando a URSS colapsou, a Ucrânia tornou-se independente e Washington interveio, não para ajudar a Ucrânia, mas para a instrumentalizar contra a Rússia.
Os EUA e a NATO mentiram a Gorbachev, prometendo que não se expandiriam "um centímetro sequer para leste". No entanto, a NATO invadiu a Polónia e os Estados Bálticos.

A Ucrânia era o prémio máximo da NATO.

O Ocidente despejou milhares de milhões na Ucrânia — financiando grupos políticos pró-NATO, ONG e os meios de comunicação social para fabricar um Estado anti-Rússia.

Em 2004, a CIA apoiou a "Revolução Laranja", anulando uma eleição que favorecia um candidato pró-Rússia. O verdadeiro golpe aconteceu em 2014.
O presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovych, rejeitou um acordo comercial com a UE que teria destruído a economia ucraniana. Isto era inaceitável para Washington. "Removeram-no" através de uma revolução colorida, fabricada!
A chamada "Revolução Maidan" não foi um movimento popular. Foi um golpe apoiado pela CIA, orquestrado por funcionários como Victoria Nuland. Tão descarada foi Washington, que Nuland chegou a ser apanhada numa chamada que foi divulgada, escolhendo a dedo o próximo líder da Ucrânia ainda antes da saída de Yanukovych.
As multidões violentas que tomaram Kiev não eram manifestantes pacíficos. Eram lideradas por grupos neonazis como o Batalhão Azov, grupos que celebram abertamente os colaboradores nazis e usam insígnias das SS.
Esses mesmos grupos recebem agora armas ocidentais.
O regime pós-golpe proibiu então a língua russa, atacando diretamente milhões de ucranianos russófonos no leste.
Donbass e Crimeia disseram basta! A Crimeia realizou um referendo e mais de 90% votaram pelo regresso à Rússia. O Donbass também votou pela independência.
O povo do Donbass rejeitou Kiev, mas Kiev não os deixou partir. Em vez disso, lançaram uma guerra brutal contra o seu próprio povo, bombardeando civis durante oito anos. Onde estava a indignação ocidental? Em lado nenhum!
E Zelenskyy? Quem é ele? É um líder orgânico que surgiu do nada ou foi imposto?

A Covert Action noticiou que, em 2020, Zelenskyy se encontrou secretamente com o chefe do MI6, Richard Moore. Porque é que um presidente estrangeiro se reuniria com o principal espião do Reino Unido em vez do seu primeiro-ministro?
Zelenskyy é um agente do Reino Unido? Segundo os relatos, é protegido pessoalmente pela segurança britânica, e não pela ucraniana. Quando visitou o Vaticano, ignorou o Papa e encontrou-se com um bispo britânico. Adivinhem quem mais estava lá? Richard Moore, do MI6, outra vez! Que coincidência.
Antes da política, Zelenskyy foi comediante e ator, interpretando literalmente o presidente num programa de TV. Depois, com a ajuda das equipas de relações públicas ocidentais, a ficção tornou-se realidade.
A sua campanha foi financiada pelo oligarca Ihor Kolomoisky, dono da maior empresa petrolífera e do maior banco da Ucrânia.
Uma vez no poder, a prioridade de Zelenskyy não era combater a corrupção, era garantir que a BlackRock e os bancos ocidentais dominavam a economia ucraniana.
Entretanto, desviou milhões para contas offshore e terá adquirido uma mansão de 34 milhões de dólares em Miami, além de um apartamento em Londres.

Em 2022, a NATO tinha armado a Ucrânia até aos dentes, e Kiev tinha acumulado forças perto do Donbass. A Rússia tinha três escolhas: deixar o Donbass enfrentar a limpeza étnica que estava a ser vítima, deixar que a NATO transformasse a Ucrânia numa base militar ou... intervir!! Foi o que fizeram, tal como outras nações fariam nestas circunstâncias!
A comunicação social gritou "invasão não provocada"! Mas a expansão da NATO, o golpe de 2014, oito anos de guerra no Donbass, foi tudo programado! Esta guerra foi provocada ponto por ponto e a Ucrânia foi simplesmente utilizada como um mero peão!

Com a Ucrânia a perder, Zelenskyy está a ser abandonado. Donald Trump disse-lhe: "Não tem as cartas na mão"! Tem razão e tocou na ferida! A Ucrânia precisa de uma intervenção ocidental directa, para vencer e isso significaria que a Terceira Guerra Mundial poderia ser inevitável. É tempo de o mundo acordar para esta realidade.
A guerra na Ucrânia foi deliberadamente provocada pelo Ocidente. Zelenskyy é apenas mais um fantoche! O seu tempo está a esgotar-se... e Trump sabe-o!

A questão é: Vê a verdade agora ou ainda vê Zelensky como um herói?


Crédito ao "The General Consensus" por este artigo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O REI DO POMBAL!

 





A1 CORTADA EM COIMBRA - RESSUSCITEM O MARQUÊS DE POMBAL
Há desastres naturais. E há desastres cuidadosamente preparados pela inércia humana. O que aconteceu junto ao Mondego, com o colapso do dique e a subsequente ferida aberta na Autoestrada 1, não surgiu de surpresa, como um capricho súbito das águas. Não foi um relâmpago em céu limpo. Foi, antes, um acontecimento anunciado - repetido, descrito, antecipado durante dias por técnicos, autarcas e pela própria evidência do rio a subir lentamente, como quem avisa antes de entrar.
Durante duas semanas soube-se que os diques estavam sob pressão. Soube-se que o caudal aumentava. Soube-se que o risco existia. E, sobretudo, soube-se que havia um ponto sensível: a zona onde o dique protegia o talude que sustenta uma das infraestruturas rodoviárias mais importantes do país. Nada disto pertence ao domínio do imprevisível. Pertence ao domínio da decisão. Mas a engenharia que não chegou a acontecer Em proteção hidráulica, há uma regra simples: quando o risco cresce todos os dias, intervém-se antes do pico, não depois do colapso.
As soluções não exigiam milagres tecnológicos nem ciência futurista. Pediam apenas aquilo que a engenharia conhece há séculos:
- reforço do dique com enrocamento pesado;
- estabilização do talude com cascalho, geotêxtis e drenagens;
- proteção dos pilares contra erosão regressiva;
- obras de emergência capazes, pelo menos, de ganhar tempo.
Ganhar tempo é, muitas vezes, salvar infraestruturas. E salvar infraestruturas é poupar milhões, meses de interrupção e o caos logístico que agora se anuncia. Nada disso aconteceu a tempo. E quando a água finalmente fez o que sempre faz - procurar o ponto mais fraco - já não havia engenharia possível, apenas gestão de danos.
A política do “vamos ver”
Portugal desenvolveu uma especialização curiosa: a arte de monitorizar.
- Monitoriza-se o risco.
- Monitoriza-se a subida do rio.
- Monitoriza-se a previsão meteorológica.
- Monitoriza-se tudo… exceto a decisão.
Entre o alarme técnico e a ação política existe frequentemente um vazio administrativo onde o tempo passa com notável eficiência.
E a natureza, menos paciente, aproveita. Depois chega o momento solene das declarações: “Era impossível prever.” “Foi um evento excecional.” “As estruturas estavam a ser acompanhadas.” Acompanhar, neste caso, revelou-se uma forma elegante de assistir.
O custo da inação
Agora, a A1 ficará cortada durante meses. Virão desvios, prejuízos económicos, transtornos diários e obras de emergência muito mais caras do que qualquer prevenção teria sido. É a velha matemática portuguesa: adiar é barato - até deixar de ser. Quando finalmente se intervém, já não se protege. Reconstrói-se. E reconstruir custa sempre mais do que prevenir. Em dinheiro, em tempo e em credibilidade.
Se o Marquês de Pombal estivesse vivo
Depois do terramoto de 1755, Lisboa não ficou à espera de relatórios intermináveis nem de consensos burocráticos. Reconstruiu-se com rapidez, método e autoridade técnica. Pode discutir-se tudo sobre o Marquês de Pombal - menos a capacidade de decidir quando o país ardia, ruía ou inundava.
Hoje, perante um dique a ceder lentamente durante duas semanas, talvez perguntasse apenas: “Já reforçaram?” E perante a resposta negativa, provavelmente não convocaria uma conferência de imprensa. Convocaria pedra, terra, homens e urgência.
O verdadeiro problema
O problema não é apenas hidráulico. É estrutural - mas no Estado. Não falta conhecimento técnico. Não faltam avisos. Não falta experiência histórica. Falta, demasiadas vezes, o momento exato em que alguém decide agir antes da catástrofe, e não apenas explicá-la depois. Porque há uma diferença fundamental entre fatalidade e falha: a fatalidade não avisa durante duas semanas.
A incompetência - essa - vão agora pagando os portugueses, cujo arrependimento de terem optado pela AD, nas últimas eleições legislativas, deve ser agora tremendo.

João Gomes in Facebook aos 12.02.2026