"Morrem novos os preferidos de Deus!", terá declamado D. Juan, o personagem criado por Tirso de Molina. A frase foi, mais tarde enfatizada pelo poeta Byron e repetida por Fernando Pessoa, creio! Eu, não me considerando uma pessoa virada para qualquer religião mas teria gostado que Deus não tivesse levado o menino de 23 anos que foi apanhado por uma onda, enquanto pescava, em S. Pedro de Moel, este fim-de-semana que passou. Conheço o Ricardo desde menininho. Era (devo dizer infelizmente, era!) colega dos meus filhos. Escrevo isto e sabe-se que ainda não encontraram o corpo. Penso na mãe, irradiando felicidade - sempre! - cuidadora do jardim mais bonito da aldeia e, raios!, lembro-me da mãe e pergunto... porquê?
P.S.: "Postei" logo de manhã no meu perfil, uma imagem de um carro com a forma de caixão! Logo a seguir recebo a notícia da morte do Ricardo! É a terceira vez que me acontecem estas merdices premonitórias(?), que não acredito nem consigo explicar. Continuar vivo é uma luta desgraçada porque a morte está logo ali, à espreita! Eu que o diga, que já passei por ela algumas vezes e sob a forma de malária, monóxido de carbono e quase fatal acidente de mota! Por favor estejam sempre, mas sempre atentos! É muito duro para os que por cá ficam ainda, por mais uns tempos! Muito duro, porra!
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