
Em 2021, a minha conta de
#instagram com 150 mil seguidores foi apagada, subitamente, sem apelo nem agravo. A próxima, será a tua. Textos, memórias, partilhas,
ficarás sem nada. A não ser que te comportes como uma foca amestrada e nunca divirjas do “oficial”, vais perder tudo isso. Vais perder tudo isso e muito mais. Vais perder a tua liberdade de expressão. A tua liberdade. Queres saber porquê?

Desde 2020 até à data, as minhas contas nas redes sociais têm sido sistematicamente alvo de sanções e castigos como baixa visibilidade ou bloqueio de várias funções. Por norma, qualquer tentativa de contacto com as plataformas é infrutífera. Teria mais reposta falando com um calhau.

Enfim,
#algoritmos, diriam alguns. Politiquice, digo eu. Há uns dias, finalmente, a
#Google confessou ter censurado conteúdos no
#YouTube por divergirem da “narrativa autorizada” sobre a
#covid-19 ou sobre as eleições de 2020. A gigante tecnológica admitiu ter cedido à pressão da Administração
#Biden. Agora, a empresa entende que essa ingerência é inaceitável” e garante restaurar as contas eliminadas. Será?!

Certo é que se confirma que manipularam o debate público, manipularam-te. Formataram a opinião pública ao sabor dos lobbies, formataram a tua opinião. Pensavas que tinhas escolhido livremente?! Pensa melhor. Silenciaram as vozes incómodas e decidiram o que era verdade e o que era mentira, quem podia falar, quando podia falar.

Agora que o poder mudou de mãos e a credibilidade destas plataformas afunda, fingem-se arrependidos. Mas não se enganem- a pulsão censória, a tesoura e a mordaça continuam lá e serão activadas assim que necessário. Não mora aqui qualquer
#justiça ou
#democracia, apenas uma mera gestão das circunstâncias. Por isso mesmo, mais tarde ou mais cedo, também te cortarão a língua.


Até porque esta assunção de culpa deveria levar a um sobressalto cívico global. Afinal, quem são estas tecnológicas e quais as suas relações com o poder? A que propósito se acham no direito de cancelar pessoas e suas opiniões, de fazer perseguições políticas ou executar alguém política e publicamente? Vivem acima da lei? Do Olimpo?!
Como estão tantos supostos democratas, liberais, progressistas e intelectuais mudos e calados perante este neo-fascismo? �Eu digo-vos porquê:: porque estas elites comportam-se exactamente da mesma forma: para elas a democracia não é o regime. É uma coisa em forma de assim, para se ir gerindo. Desse situacionismo fazem parte os assassinatos políticos, como se vê. �

Portanto, se agora até a Google se mostra preocupada com as restrições à
#liberdade e à informação do Digital Services Act da União Europeia, imagina o que isso representa para ti. O pior está para vir.

O déspota Hanon de Cartago, para terminar com intrigas e conspirações, decretou que os habitantes da cidade não falassem uns com os outros, sob pena de terem suas línguas cortadas. Mas os cidadãos contornaram a interdição acenando com a cabeça, gesticulando com as mãos, usando a expressão facial. Então, Hanon proibiu os gestos. Em protesto, o povo reuniu-se na praça central e, em uníssono, chorou copiosamente. Então, o tirano aboliu o direito a chorar. E assim, em Cartago morreram as palavras, os gestos e até as lágrimas.

Morreu a humanidade. E nós? Também?
Joana Amaral Dias in Facebook aos 3/10/2025
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